Já nascemos consumistas?
- 13 de jun. de 2016
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Diariamente, estamos expostos a todos os tipos de publicidade que, de alguma forma, nos influenciam a consumir. Mas ninguém nasce consumista, acabamos nos tornando. O consumismo é uma ideologia, um hábito que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que estão em contato com a mídia, são estimulados a consumir de modo inconsequente.

Estatisticamente falando, as crianças brasileiras representam 80% das decisões de compra de uma família. E, são as crianças que mais sofrem influencia das propagandas, principalmente por meio da televisão. De acordo com dados do Ibope 2015, as crianças passam em média 5 horas por dia em frente à TV, é mais tempo do que passam na escola, que no geral é apenas 3 horas e meia.

Segundo especialistas, os principais danos da publicidade para as crianças são: agravamento do problema do consumismo infantil, exacerbação de valores materialistas, reflexos em problemas da sociedade contemporânea, como a obesidade infantil, a adultização das crianças (especialmente das meninas), erotização precoce, estresse familiar, entre outros. No âmbito da alimentação, a publicidade é um fator que estimula a disseminação da maior epidemia infantil da história: a obesidade. A pesquisa Targeting Children With Treats (Alvejando crianças com guloseimas, em livre tradução do inglês) aponta que as crianças que já têm sobrepeso aumentam em 134% o consumo de alimentos com altos teores de sódio, açúcar e gorduras trans e saturadas, quando expostas à publicidade destes produtos.

“Eu quero esse aqui porque é o que passa na propaganda” é a frase favorita do meu irmão de 9 anos, e tenho certeza que se você tem filhos, ou convive com alguma criança, também já ouviu essa frase. A questão é que muitas das coisas que o meu irmão, ou seu filho deseja é influencia da mídia, elas sentem-se mais atraídas por produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos, brindes, jogos e embalagens chamativas.
A melhor educação é a exemplar. Se os adultos não são consumidores saudáveis, as crianças não o serão também. O ideal é educar a si mesmos, dessa forma, esse processo educativo será de toda a família. É preciso ensinar as crianças que o consumo deve ser prazeroso e saudável. Outra medida é reduzir o tempo que as crianças passam em frente à Tv, quanto menor o contato com a publicidade, menor será o consumo.







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